Abaixo um trecho desse puta show dos Stones:
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
De volta à cidade cinza, tive coragem de encarar um shopping pra comprar uns Dvds. Nessa época São Paulo fica vazia e a gente pode sacar o quão bacana esse lugar é. Ziggy já tinha comentado que era foda e acabei comprando o Ladies & Gentleman The Rolling Stones. É um puta show gravado em 4 noites no Texas durante a turnê do Exile On Main Street, que é a fase dos caras que eu mais curto. A iluminação é quase nenhuma, um clima quase teatral. O filme foi feito originalmente para o cinema, mas teve poucas exibições em 1974 e desde então ficou perdido. E falando em Rolling Stones, hoje faremos a última farra da Stoned em 2010, tocando, claro, Rolling Stones. Hoje com um integrante a mais, Fábio Brum completando o trio de guitarras. É no Sarajevo, R.Augusta, 1.397. Marcado pra 0h, mas lá a gente nunca consegue entrar antes da 1h. Na Augusta as baladas sempre começam mais tarde.
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Stoned especial rolling stones sarajevo
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
...
E foi assim que arruinei tua solidão / destronei teu gato / te fiz sedenta por carne / Assim, sem maldade / Só vontade
Blues
Estava ontem relendo algumas coisas e tocando outras quando me deparei com um poema do meu amigo Marião. Preciso dizer que é a música que mais gosto de tocar. Acho foda os lugares pra onde esse som pode te levar.
Blues
(Mário Botolotto)
Como levar alguém que vai morrer
pra ver o sol nascer
como se fosse a primeira vez
Como um garoto cruzando o Atlântico num barco à vela
Como uma jovem mãe que perde o filho
no parque de diversões
Tipo esses filmes ruins que me fazem chorar
como um idiota que perdeu a paz
Como o garoto solitário
que entra de penetra na festa de aniversário
Como o filho cobrindo os pés do pai
à beira da morte
Como o viciado contando os dias
que permanece limpo
Como alguém que desistiu de ver o pôr-do-sol
Como alguém fechando a tampa do piano
Como alguém que você espera
entrando pela porta
Como alguém que você sempre esperou
e que nunca vai entrar
Como aquela mulher que não vai voltar
Como aquelas desavenças que nunca deixamos pra lá
Como aquelas coisas que julgávamos indispensáveis
e que depois de muitos anos
encontramos no vão do sofá
Blues
(Mário Botolotto)
Como levar alguém que vai morrer
pra ver o sol nascer
como se fosse a primeira vez
Como um garoto cruzando o Atlântico num barco à vela
Como uma jovem mãe que perde o filho
no parque de diversões
Tipo esses filmes ruins que me fazem chorar
como um idiota que perdeu a paz
Como o garoto solitário
que entra de penetra na festa de aniversário
Como o filho cobrindo os pés do pai
à beira da morte
Como o viciado contando os dias
que permanece limpo
Como alguém que desistiu de ver o pôr-do-sol
Como alguém fechando a tampa do piano
Como alguém que você espera
entrando pela porta
Como alguém que você sempre esperou
e que nunca vai entrar
Como aquela mulher que não vai voltar
Como aquelas desavenças que nunca deixamos pra lá
Como aquelas coisas que julgávamos indispensáveis
e que depois de muitos anos
encontramos no vão do sofá
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domingo, 26 de dezembro de 2010
Eu, o natal e os sistemas que nunca vou me enquadrar...
Tô há um tempo sem escrever aqui no blog. Tenho me enrolado com shows e alguns trampos de publicidade. Também tenho passado pouco tempo em casa. Muita coisa legal rolou nas últimas semanas, como o Basayala, que foi bem foda. Mas muita merda também. Eu detesto esse clima que a maioria das pessoas entra no final do ano. Nunca tive muito saco pro Natal e esse clima de esperança que todo mundo prega por aí. Na verdade a maioria das pessoas tentam ser boas nessas festas e seguem o resto do ano sendo uns filhos da puta que não vão conseguir seguir nenhuma dessas promessas babacas que fizeram.
Eu nunca fui uma pessoa fácil de lidar. Desde garoto sempre arrumei muita confusão por aí. Nunca tive maldade. Nunca fiz mal a ninguém. Eu só não consigo me enquadrar nesses padrões comuns que as pessoas criam. Não admito que ninguém me olhe de cima. No colégio, apesar de sempre ter sido um dos melhores alunos da sala, eu fui "convidado a me retirar" de todos os colégios que estudei. Alguns professores, (em algum momento de loucura talvez) até achavam que eu era algum tipo de promessa. Que seria alguém notável ou alguma merda do tipo. Alguns deles tenho contato até hoje. Sempre me dizem que era insuportável e ao mesmo tempo admirável me ter como aluno. Com 16 anos eu já tomava algumas brejas depois da aula com meu professor de história que era um grande cara. Não vou citar o nome, porque ele ainda dá aulas por aí. O clima dos botecos sempre me atraiu. Quando pequeno já sacava isso, meu avô Mingo era dono de bar - que, não posso deixar de dizer, fazia o melhor churrasco que já comi até hoje - e eu curtia ver os caras tomando cervejas e conversando e os músicos que pintavam por lá tocando até altas horas só por camaradagem, felizes, pelo simples fato de estarem com os amigos.
No exército eu me destaquei nas atividades físicas e em atirar (aprendi com meu pai muito cedo. Ele atira bem pra caramba até hoje) e entrei pra um pequeno grupo de (acho) que 10 caras que eram uma espécie de "monitores" da turma toda que tinha 100 caras. Nem preciso dizer que desses 10 a maioria eram um bando de cusões caguetas que acabavam levando porrada dos outros. Porque sim, a gente aprontava pra caralho nas madrugadas no quartel. Rolava bebida, mulheres e por aí vai. Não que eu ache uma maravilha dar bebida alcoólica pra um bando de caras armados, mas era como a gente se divertia em algumas noites frias naquele lugar. E era frio pra caralho em junho. E a gente tinha uma espécie de, como diria o Ayala, "equipe Sid Vicious" militar. Todo começo de semana esperávamos a escala de guardas torcendo pra cair a equipe toda no mesmo dia pra poder rolar jogatina e os tragos. Os mais corajosos até se aventuravam sair no meio da noite pra colar num bailão próximo, desses de beira de estrada frequentados por caminhoneiros atrás de putas baratas. Na teoria como eu era "monitor" não deveria ajudar a rapaziada nos serviços mais sujos como limpar banheiros e reformar a porra toda do quartel, deveria só coordenar as tarefas do pessoal, mas eu não tenho vocação pra ser chefe de coisa alguma e trampava junto com o pessoal em tudo. Eu também não me enquadrava naquela porra de sistema e certo dia nosso superior, o Sargento Roney, resolveu pegar no pé do pessoal que tava na minha guarda. Eu entrei na sala do cara e bati de frente com ele pra poder liberar a galera, falando se poderia falar com ele de homem pra homem, sem o peso de fardas ou patentes, o que aconteceu é que mandei o cara se foder e passei alguns bons dias de guarda em pé, sem poder sentar ou descansar, segurando um fuzil pesado pra caralho sob chuva e sol e saí de um candidato a prêmio de "melhor do ano" pra não receber nem uma medalha de "honra ao mérito" que até os mais vagabundos receberam. O fato é que o Roney gostava de mim, mas não poderia deixar passar nossa discussão na frente dos outros caras. Ele mesmo me disse isso na formatura e ainda me advertiu que esse meu jeito de ser me traria muitas coisas boas na vida, mas muitas ruins também. E ele tinha razão.
Na faculdade eu também achava tudo uma merda. Tudo tão desnecessário e fútil. Me formei na ESPM, que é considerada a melhor escola de comunicação da América Latina, mas foi uma das piores épocas da minha vida. Nunca conheci gente tão alienada e babaca. Fora diversos professores inúteis como o Jair Marcatti que é um puta de um otário e uma reitoria que tá pouco se fodendo se tão ensinando algo de útil. Não fiz nenhum amigo nesse tempo e não fazia a menor questão de estar com aquele pessoal. Eu tinha acabado de me mudar pra São Paulo e preferia ficar sozinho do que andar com aquela gente. Eram um bando de otários que nunca tinham colocado a cara na rua achando que aquilo era a melhor coisa do mundo. Juro que tenho pena dessa galera que sente tanta saudade da faculdade. Normalmente é porque pra maioria a faculdade é a última ou única época da vida onde vão tomar uns porres e fazer alguma loucura.
E eu sigo assim, me tornando cada vez mais intolerante com esses sistemas. Não tenho perdoado nem meus amigos mais antigos. Mas eu não vou aceitar o que não me agrada só pra fazer um social. Podem achar que eu sou um idiota, mas é só o meu jeito de encarar as coisas. Sou borderline, pra andar comigo você precisa estar preparado pras minhas mudanças bruscas de humor e ações impulsivas. Não vou ter duas caras só pra agradar alguém e sempre que venho aqui pra Rio Preto as coisas ficam feias até com os amigos. Porque eu não me enquadro, mas não mudo. E é assim que tem que ser, porque não existe nada mais medíocre do que mudar pra agradar alguém.
"viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície" Paulo Leminski
Pra compensar o post rabugento:
Eu nunca fui uma pessoa fácil de lidar. Desde garoto sempre arrumei muita confusão por aí. Nunca tive maldade. Nunca fiz mal a ninguém. Eu só não consigo me enquadrar nesses padrões comuns que as pessoas criam. Não admito que ninguém me olhe de cima. No colégio, apesar de sempre ter sido um dos melhores alunos da sala, eu fui "convidado a me retirar" de todos os colégios que estudei. Alguns professores, (em algum momento de loucura talvez) até achavam que eu era algum tipo de promessa. Que seria alguém notável ou alguma merda do tipo. Alguns deles tenho contato até hoje. Sempre me dizem que era insuportável e ao mesmo tempo admirável me ter como aluno. Com 16 anos eu já tomava algumas brejas depois da aula com meu professor de história que era um grande cara. Não vou citar o nome, porque ele ainda dá aulas por aí. O clima dos botecos sempre me atraiu. Quando pequeno já sacava isso, meu avô Mingo era dono de bar - que, não posso deixar de dizer, fazia o melhor churrasco que já comi até hoje - e eu curtia ver os caras tomando cervejas e conversando e os músicos que pintavam por lá tocando até altas horas só por camaradagem, felizes, pelo simples fato de estarem com os amigos.
No exército eu me destaquei nas atividades físicas e em atirar (aprendi com meu pai muito cedo. Ele atira bem pra caramba até hoje) e entrei pra um pequeno grupo de (acho) que 10 caras que eram uma espécie de "monitores" da turma toda que tinha 100 caras. Nem preciso dizer que desses 10 a maioria eram um bando de cusões caguetas que acabavam levando porrada dos outros. Porque sim, a gente aprontava pra caralho nas madrugadas no quartel. Rolava bebida, mulheres e por aí vai. Não que eu ache uma maravilha dar bebida alcoólica pra um bando de caras armados, mas era como a gente se divertia em algumas noites frias naquele lugar. E era frio pra caralho em junho. E a gente tinha uma espécie de, como diria o Ayala, "equipe Sid Vicious" militar. Todo começo de semana esperávamos a escala de guardas torcendo pra cair a equipe toda no mesmo dia pra poder rolar jogatina e os tragos. Os mais corajosos até se aventuravam sair no meio da noite pra colar num bailão próximo, desses de beira de estrada frequentados por caminhoneiros atrás de putas baratas. Na teoria como eu era "monitor" não deveria ajudar a rapaziada nos serviços mais sujos como limpar banheiros e reformar a porra toda do quartel, deveria só coordenar as tarefas do pessoal, mas eu não tenho vocação pra ser chefe de coisa alguma e trampava junto com o pessoal em tudo. Eu também não me enquadrava naquela porra de sistema e certo dia nosso superior, o Sargento Roney, resolveu pegar no pé do pessoal que tava na minha guarda. Eu entrei na sala do cara e bati de frente com ele pra poder liberar a galera, falando se poderia falar com ele de homem pra homem, sem o peso de fardas ou patentes, o que aconteceu é que mandei o cara se foder e passei alguns bons dias de guarda em pé, sem poder sentar ou descansar, segurando um fuzil pesado pra caralho sob chuva e sol e saí de um candidato a prêmio de "melhor do ano" pra não receber nem uma medalha de "honra ao mérito" que até os mais vagabundos receberam. O fato é que o Roney gostava de mim, mas não poderia deixar passar nossa discussão na frente dos outros caras. Ele mesmo me disse isso na formatura e ainda me advertiu que esse meu jeito de ser me traria muitas coisas boas na vida, mas muitas ruins também. E ele tinha razão.
Na faculdade eu também achava tudo uma merda. Tudo tão desnecessário e fútil. Me formei na ESPM, que é considerada a melhor escola de comunicação da América Latina, mas foi uma das piores épocas da minha vida. Nunca conheci gente tão alienada e babaca. Fora diversos professores inúteis como o Jair Marcatti que é um puta de um otário e uma reitoria que tá pouco se fodendo se tão ensinando algo de útil. Não fiz nenhum amigo nesse tempo e não fazia a menor questão de estar com aquele pessoal. Eu tinha acabado de me mudar pra São Paulo e preferia ficar sozinho do que andar com aquela gente. Eram um bando de otários que nunca tinham colocado a cara na rua achando que aquilo era a melhor coisa do mundo. Juro que tenho pena dessa galera que sente tanta saudade da faculdade. Normalmente é porque pra maioria a faculdade é a última ou única época da vida onde vão tomar uns porres e fazer alguma loucura.
E eu sigo assim, me tornando cada vez mais intolerante com esses sistemas. Não tenho perdoado nem meus amigos mais antigos. Mas eu não vou aceitar o que não me agrada só pra fazer um social. Podem achar que eu sou um idiota, mas é só o meu jeito de encarar as coisas. Sou borderline, pra andar comigo você precisa estar preparado pras minhas mudanças bruscas de humor e ações impulsivas. Não vou ter duas caras só pra agradar alguém e sempre que venho aqui pra Rio Preto as coisas ficam feias até com os amigos. Porque eu não me enquadro, mas não mudo. E é assim que tem que ser, porque não existe nada mais medíocre do que mudar pra agradar alguém.
"viver é super difícil
o mais fundo
está sempre na superfície" Paulo Leminski
Pra compensar o post rabugento:
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Ando...
Ando encontrando os amigos numa boa por aí, indo embora cedo, pacíficos. Claro, nenhum bem resolvido, afinal não existe santo pra tanto milagre, mas (talvez) em uma breve trégua com suas guerras pessoais. Me incluo nessa. E às vezes acho que a gente precisa de um pouco de paz, ainda que nosso lado escuro insista em sair da toca de vez em quando. Ainda que achem que a gente não mereça, a gente precisa de um pouco de paz. Nem que for apenas pra respirar um pouco e seguir cometendo os mesmos erros de sempre. E pensar que a exatamente um ano atrás a gente estava num momento pra lá de difícil com nosso amigo Bortolotto entre a vida e a morte, assombrado em seu coma pelo fantasma do Peréio, com aquela puta sensação de impotência terrível. Só nos restava rezar. Acho que todos nós já estávamos num momento difícil antes disso. Parece que serviu como um aviso pra muita gente. Ou não, afinal a gente não é muito de ouvir o que os outros dizem e muito menos nos ligamos em qualquer tipo de sinal. E hoje apesar de muita gente desejar o contrário, a gente tá por aí, bem, ou pelo menos nos enganando momentaneamente até darmos com a cara no muro outra vez.
Fotos do show do último sábado no Ranieri:
E como cantava George Harrison... "all things must pass".
Fotos do show do último sábado no Ranieri:
E como cantava George Harrison... "all things must pass".
sábado, 4 de dezembro de 2010
Hoje
Noite boa ontem com as garotas da "Equipe Sid Vicious". Show do Golpe de Estado no Aurora e depois tentei passar no Parlapatões com a Luna, mas tava uma puta confusão na Roosevelt. Curto pra caramba aquele lugar, mas abriram uma balada de molecada, principalmente emos, do lado da Kilt. Nem preciso dizer que música ruim + gente ignorante e de pouca idade + bebida alcoólica dá em merda, não é? E acho que pode piorar quando inaugurarem a escola/faculdade de teatro que está em obras. Vai atrair mais molecada ainda. Espero que não. Hoje tem som com Lu Vitaliano, Fábio Brum e Homer no Ranieri. É um lugar bacana e talvez acabe finalmente fumando uns charutos que ganhei. Afinal lá é uma tabacaria e é permitido fumar no interior do bar.
Lu Vitaliano - Voz
Fábio Brum - Guitarra
Diego Basanelli - Baixo
Homer - Bateria
E hoje tocaremos essa e muitas outras:
Lu Vitaliano - Voz
Fábio Brum - Guitarra
Diego Basanelli - Baixo
Homer - Bateria
E hoje tocaremos essa e muitas outras:
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
"Bluebird" (C.Bukowski)
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
Eu falo "fica aí dentro,
eu não vou deixar ninguém te ver"
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas eu taco uísque nele e respiro fumaça de cigarro
e as putas e os barmen e as caixas do mercado
nunca sabem que ele está aqui dentro
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
Eu falo "fique aí, você quer me pôr em apuros?"
"você quer estragar meus trabalhos?"
"você quer estragar as vendas dos meus livros na Europa?"
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas eu sou mais esperto,
só deixo ele sair de noite, às vezes
quando todos estão dormindo
Eu falo "sei que você está aí, então não fique triste"
daí o ponho de volta, mas ele ainda canta um pouco aqui dentro,
Eu não o deixei morrer totalmente.
e a gente dorme junto desse jeito
com nosso pacto secreto
e é bacana o suficiente para fazer um homem chorar
mas eu não choro, você chora?
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
Eu falo "fica aí dentro,
eu não vou deixar ninguém te ver"
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas eu taco uísque nele e respiro fumaça de cigarro
e as putas e os barmen e as caixas do mercado
nunca sabem que ele está aqui dentro
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
Eu falo "fique aí, você quer me pôr em apuros?"
"você quer estragar meus trabalhos?"
"você quer estragar as vendas dos meus livros na Europa?"
Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas eu sou mais esperto,
só deixo ele sair de noite, às vezes
quando todos estão dormindo
Eu falo "sei que você está aí, então não fique triste"
daí o ponho de volta, mas ele ainda canta um pouco aqui dentro,
Eu não o deixei morrer totalmente.
e a gente dorme junto desse jeito
com nosso pacto secreto
e é bacana o suficiente para fazer um homem chorar
mas eu não choro, você chora?
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